segunda-feira, 11 de maio de 2009

caminante no hay camino, se hace camino al andar.

[imagem: "Pink revolution" - Alex Noriega]

Um dia comum, meio de semana. Burocracias e banalidades. Ela e o mundo, o mundo dela, numa avenida qualquer de uma cidade a beira mar. A sua frente a lua já tinha crescido. Pelo retrovisor via em alta definição o delinear do crepúsculo. Trânsito. Sinal amarelo - ela decide não acelerar: pacientemente espera infinitos 120 segundos. Imagina que todas aquelas pessoas estão correndo em busca de algo. Afinal, sempre se espera chegar em algum lugar (sempre se espera, esperas de sempre...e o que nos espera?) Finalmente chega. Não imagina que os pintores do céu estariam tão inspirados: as cores mais lindas no céu a-mar a perder de vista. Lágrimas nos olhos. Toda gratidão ao "artista universal". Mas, irremediávelmente humana que é, ela quis. Quis sossego e felicidade para os seus e para si. Quis ser, quis estar. Quer menos sinais amarelos e menos pé-no-freio. De volta aos seus caminhos com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Porque é assim que deve ser.

"E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
CFA

3 comentários:

Maria Inácia Bellico disse...

Que bonito. Texto muiito criativo.

Quantas cores! Vivo!

Bjim*

Aline Lima disse...

eu acho que o caio é msm TUDO! =) que rode a ciranda dos sentimentos.

Paloma Flores disse...

Sabe, acho que as preces mais profundas e verdadeiras a gente faz é sem pensar.
Adorei a delicadeza do texto.