segunda-feira, 4 de maio de 2009

voragem (e algumas vertigens).

[imagem: fragmento de 'Water Serpents II' - Gustav Klint]

Espera, tempo, escolha, palavra, vento. Brisa mansa e ventania. As palavras andaram brincando de se esconder: subiram nas árvores, escorregaram, dobraram a esquina. Pausa. Silêncio. Me deixaram apenas fragmentos (e um nó na garganta). Pausa, silêncio. Pausa. No passo descompassado e recompasso das horas, das estações no meu peito, vem chegando a certeza de que a lua cheia (minha preferida) sempre vem e o amanhecer é sempre bonito.

[Porque no fim das contas nada é definitivo, tudo é transitório e o meu peito é jardim em flor.]

"E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins."
(pra vida, sempre).
- Caio F.

3 comentários:

Aline Lima disse...

"SIM saõ 3 letrinhas, todas bonitinhas fáceis de dizer", hehehehe.

Luana Ferraz disse...

Só as palavras, nestes momentos, tem em sua capacidade, a maneira de nos deixar assim querendo traduzir, partilhar, e , muitas vezes, nada dizer, dizendo...

Um beijo.

glória disse...

essas palavras que fogem com o vento do silêncio são as mesmas que nos falam e alumiam o tempo da espera. Elas ficam bem escondinhas atrás das nossas portas, velando a entrada de sentimentos em doses altas. como sempre, suas palavras me embalam. bjs